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SRD50ANOS

COISAS QUE DEVERÍAMOS TER APRENDIDO ANTES DOS 50 ANOS

Por Denise Andrade Gomes

 

 

Aqui estão algumas das coisas que eu deveria ter aprendido algumas décadas atrás!

 

Aprenda a dizer “não”

Pessoas com tendências a dizer “sim” ​​podem criar estresse e infelicidade. Se a qualquer momento você já pensou em dizer "não" a alguma coisa, provavelmente há mérito a ser considerado. Além disso, toda vez que você concorda em fazer algo que não acredita ser certo ou deseja fazer, isso o incomoda mentalmente e quando você deixa de dizer automaticamente “sim”, você está aprendendo a dizer “não” e, isto é libertador. Você ficará encantado com a forma como isso liberará sua energia para fazer as coisas que você realmente deseja fazer.

 

Concentre-se em um estilo de vida saudável

Mais de 90% de todas as doenças estão relacionadas a escolhas de estilo de vida, portanto, pode chocá-lo ao perceber que exercícios, nutrição e relacionamentos são os pilares da vida saudável. Programe descanso e recreação regularmente. Quanto mais velho você ficar, mais entenderá o porquê.

 

Não seja tímido

Se você é tímido, faça o possível para superar isso. Dê um passo de cada vez, mas trabalhe nisso. É um presente conhecer pessoas novas, especialmente aquelas que são diferentes de você de alguma forma, cultural, étnica e religiosamente. Sair da zona de conforto pode ser doloroso por um tempo, mas os benefícios são eternos.

 

Aceite-se e comemore seus pontos fortes

Pode acreditar que somos muito melhores colecionadores de nossas deficiências do que nossas qualidades. Faça uma lista de todas as dificuldades que você superou, de todos os objetivos que alcançou, de todas as conexões que fez e de todas as vidas que tocou para melhor. Mantenha essa lista próxima, revise-a com frequência e adicione à ela todas as outras qualidades que irá perceber no futuro, ou, aquelas das quais você já nem se recordava que tinha.

 

Silencie seu crítico interior

Muitas pessoas equiparam seus críticos interiores com a voz da razão. Eles acham que seu crítico interior está simplesmente falando a verdade. Mas se você não diria isso a um ente querido, não é honestidade ou sinceridade. É um julgamento injustificado - e severo. Se você estiver trabalhando em alguma coisa e, de repente, começar a se questionar, se sentir sua energia diminuindo, se estiver travado, entediado ou cansado, reconheça que o crítico interior está falando com você. Ouça, mas não leve essas palavras a sério. Não se deixe manipular por esse terrível crítico interior. Pare e avalie racionalmente o que está acontecendo.

 

Pare de assistir tanta TV e leia mais

A vida é curta e há muitas atividades mais importantes e gratificantes do que ficar sentado na frente da televisão por horas a fio. Isso não quer dizer que você deva parar de assistir TV por completo. Algumas pessoas assistem até 6 horas de TV por dia. Quando você faz as contas, é bastante chocante. Seis horas por dia soma 2190 horas ao longo de um ano, o que equivale a 91 dias. TRÊS MESES! por ano. Sentado em frente a uma televisão. Hipnotizado. Você nunca se sentirá produtivo e capacitado sentado em frente à televisão.

 

Siga sua curiosidade e você encontrará uma carreira que ama

Mesmo que você não tenha uma visão clara de sua carreira, provavelmente está curioso sobre coisas que podem ou não ser óbvias para você. É importante seguir sua curiosidade e descobrir seus interesses menos óbvios. A razão pela qual é importante é que esses interesses exploram suas motivações únicas que o separam dos outros. Perseguir esse interesse e essa curiosidade desbloqueia sua criatividade.  

 

Não faça do dinheiro seu foco principal

A busca constante por mais dinheiro, perseguindo eternamente o próximo aumento, não é uma maneira de seguir carreira, nem de viver uma vida profissional. Sacrificar a felicidade no trabalho por mais dinheiro é um negócio terrível - do qual você acabará se arrependendo.

 

Seja grato

A gratidão realmente nos ajuda a nos conectar com outras pessoas. Também foi demonstrado que expressar gratidão gera mais otimismo.  Expressar gratidão "todos os dias" aumentam nossas chances de viver mais e melhor. 

 

 

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COMO EVITAR DE SE TRANSFORMAR EM UM “VELHO RABUJENTO”

Por Denise Andrade Gomes

 

Muitas vezes, vemos pessoas que sempre foram simpáticas e positivas. Mas, 20 ou 30 anos depois, essas qualidades positivas lentamente se deterioram e são substituídas por uma propensão a serem irritadas, avarentas ​​e negativas. Como podemos garantir que evitaremos a síndrome do "velho rabugento" para continuarmos a ser positivos ao longo dos anos que avançamos? Embora o planejamento tradicional da aposentadoria, em tese, nos garanta financeiramente, permanecer engajado e ter uma reserva em dinheiro significativa são bons para sua saúde e felicidade, mas, só isto não é o suficiente.

 

Sempre haverá muitas pessoas reclamando sobre o nível de impostos etc. e tal; o que precisamos é de pessoas positivas que ajudem a fazer a diferença.

 

Aqui estão algumas ideias para ajudar a proteger nosso futuro de ser manchado pelo mal humor e pela síndrome do “velho rabugento”.

 

Mantenha uma atitude jovem

Mantenha-se enérgico e trabalhe para manter uma atitude positiva. Como diz o ditado, "Você tem apenas a idade que sente". Crie um blog ou planeje escrever um livro de memórias, ou qualquer outra coisa que exercite sua criatividade. Você precisa se envolver. Lembre-se sempre, se você age e parece velho, então você é velho. Se você age e parece jovem, então você é jovem.

 

Desenvolva um plano para uma vida significativa

Descubra o que vai inspirá-lo a sair da cama todas as manhãs nas próximas décadas? Em muitos casos, segundas carreiras e novos hobbies mostram que pode haver tantos propósitos quanto pessoas. As pessoas que realizam atividades fora da vida profissional tendem a se sair melhor na terceira idade. Se você ainda trabalha em período integral, não espere até se aposentar para explorar novas atividades. Teste as oportunidades de voluntariado em sua cidade antes da aposentadoria para plantar sementes para o futuro. A decisão de trabalhar em período parcial pode ser uma necessidade para alguns; outros podem simplesmente aproveitá-lo como uma chance de permanecer ativo e ganhar algum dinheiro extra. Muitas vezes, a aposentadoria traz a chance de iniciar seu próprio negócio ou até uma nova carreira (talvez consultoria, imóveis ou ensino de inglês como segunda língua, existem várias alternativas), ou a oportunidade de ajudar os membros mais jovens da família em seus negócios.

 

Celebre um novo começo

Tome este novo capítulo da sua vida como uma oportunidade positiva para redefinir e reinventar quem você é e o que faz. Isso deve ser visto não apenas como um marco em sua vida, mas como um verdadeiro ponto de virada para suas direções futuras. Navegue por essas águas desconhecidas com paixão e emoção. Participar de um grupo em que o foco está em algo que você já conhece e que gosta pode ser extremamente gratificante. Sua experiência e habilidades serão valiosas para outras pessoas do grupo e você poderá aprender com elas também. Não importa qual é o seu hobby - jardinagem, pesca, colchas em patchwork ou culinária - procure outras pessoas que compartilhem sua paixão e você colherá as recompensas.

 

Não fique exasperado com coisas que você não tem controle

Se o preço do petróleo aumentar, não há muito o que fazer. Só porque você se queixa incessantemente do preço do petróleo, isso não significa que iremos deixar de importar o combustível, ou que o Brasil começará a produzir 10 milhões de barris extras por dia. Se você ficar chateado com coisas assim, invariavelmente se sentirá infeliz. Até certo ponto, temos que aceitar coisas externas além de nosso controle. Por exemplo, os governos sempre fazem e sempre farão coisas que consideramos equivocadas; não podemos esperar que isso mude tão fácil assim. Mas, o que podemos fazer é mudar nossa atitude. Em vez de ficarmos preocupados com essas coisas, podemos desenvolver um maior senso de desapego. Não permita que sua vida seja dominada por reclamações do mundo exterior.

 

Torne-se o artista que você sempre quis ser

A arte pode alimentar o espírito. Se você gosta de pintar, pode ser útil experimentar uma variedade de classes, materiais e abordagens antes de escolher uma. Existem muitas oficinas baratas que oferecem aulas para iniciantes e, até mesmo gratuitas oferecidas pelo SESC. As faculdades comunitárias e as lojas de artesanato também têm aulas. Além disso, depois de aprender um novo ofício, convém abrir uma loja que pode ser on-line, e vender seus produtos no enorme mercado existente.

 

Voluntariado

Quando você dedica tempo a uma instituição como uma biblioteca pública, um hospital, um asilo para idosos ou crianças órfãs, ou até em um museu local, está realmente dando um presente para toda a comunidade e, principalmente para si mesmo. Também é uma ótima maneira de conhecer pessoas e fazer novos amigos.

 

Deixe a crítica para os outros

Críticos e mal-humorados estão intrinsecamente ligados. A verdade é que poderíamos passar o dia todo julgando e criticando outras pessoas e nem sequer teríamos começado. O mundo não vai mudar só porque nos sentamos em uma poltrona criticando os outros. No entanto, se queremos uma verdadeira felicidade, temos que ter uma atitude positiva; procurando coisas boas para incentivar - dando uma contribuição positiva. O mundo não precisa de pessoas mais “velhas rabugentas”.

 

Estenda a mão para um velho amigo

A amizade faz parte da vida e hoje em dia existem muitas maneiras de se reconectar com pessoas do passado. Entre na internet para encontrar velhos amigos. Alguns responderão, outros não. Não importa. Entre em contato com eles nas mídias sociais.

 

Com estes pequenos passos você garante que estará se livrando da síndrome do “velho rabugento” e, principalmente, estará garantindo um futuro mais saudável, promissor e cheio de otimismo.

 

 

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A CURIOSIDADE É A VERDADEIRA CHAVE PARA UMA VIDA GRATIFICANTE?

Por Denise Andrade Gomes

 

Quando as pessoas pensam em curiosidade, o que geralmente vem à mente é esse velho provérbio relacionado a gatos curiosos e sua morte. Ou talvez você pense em seu chefe intrometido (vizinho, filho ou mãe), que está sempre curioso sobre o que está acontecendo em sua vida. Se você é um fã de ciência, pode pensar no veículo espacial do tamanho de um carro que percorre a superfície de Marte desde o pouso de 2012, na esperança de resolver os mistérios do planeta.

 

Desde que me lembro, fiquei curiosa sobre tudo. Eu estava sempre procurando alguma coisa e passava inúmeras horas explorando algo. 

 

Atribuo minha curiosidade ao longo da vida de meus pais. Eles eras amantes da natureza e possuíam diversos livros sobre plantas de todo o tipo, inclusive medicinais. Por causa deles, acabei amando a natureza e sempre tive muitas plantas em minha casa. Até uma tentativa frustrada de horta vertical. O som de um pássaro chiando em uma árvore puxa meus olhos em sua direção para ver qual criatura emplumada em particular está fazendo esse barulho.

 

Muitos de nós pensam que ser feliz é o que mais queremos na vida. Ambos os meus pais aprofundaram essa noção em mim repetindo várias vezes: “Eu só quero que você seja feliz. Acreditem que a curiosidade é o ingrediente central para criar uma vida gratificante. Isso porque a curiosidade - um estado de interesse ativo ou realmente querendo saber mais sobre algo - cria uma abertura para experiências desconhecidas, criando as bases para maiores oportunidades de experimentar descoberta, alegria e prazer .

 

Você já assistiu a chuva cair e teve tempo para realmente observar os meandros da gotas d’água enquanto elas caem no chão? Ou provou algo em uma festa que você gostou especialmente e fez questão de descobrir o que havia naquele prato gostoso? Ou talvez você tenha se perguntado ao limpar uma mesa negligenciada, de onde exatamente vem toda essa poeira?

 

Um estudo realizado por um grupo de psicólogos no Reino Unido com dois grupos etários, adultos mais jovens (18 a 26 anos) e adultos mais velhos (65 a 89 anos) constatou que os fatos de aprendizado que nos interessam nos tornam mais propensos a lembrá-los. O estudo concluiu que os idosos se beneficiaram especialmente dos efeitos da curiosidade na melhoria da memória. A revista  Psychology and Aging  conduziu  um estudo com mais de 1.000 adultos entre as idades de 60 e 86. Aqueles que foram observados e classificados como sendo mais curiosos no início do estudo tiveram mais probabilidade de estar vivos em sua conclusão.

 

Uma bênção inesperada durante um período desafiador.

 

Então, abrace sua curiosidade. Deixe-a levar para onde ela quer levá-la. Você nunca sabe qual será o resultado. E, provavelmente, isso nos surpreenderá agradavelmente e trará um momento de felicidade que você nem sabia que precisava naquele momento. Porque, no final, ser curioso é uma força que nos leva a aprender ou sentir coisas novas, um presente que nos segue por toda a vida, recriando a alegria que tivemos quando crianças.

 

Ou seja, se deixarmos.

 

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MANIFESTO CONTRA O ENVELHECIMENTO

Por Denise Andrade Gomes

 

 

Trabalhei algum tempo, na época em que ainda era estagiária de direito, com um colega, cujo nome não vou citar, que se fosse mais gordo e usasse vermelho, ele poderia brincar de Papai Noel. Ele se orgulhava de ser louco e estava sempre resmungando sobre dores e planeja se aposentar e viver em Santos. Quando descobri a idade dele, entrei em pânico. Tinha apenas 62 anos. Lembro que senti arrepio ao imaginar que aos 62 anos eu seria igual a ele.

 

Isso não era apenas condescendente e mesquinho comigo, era idiota. Claro que eu jamais seria como meu colega de trabalho. Eu gostaria de poder relatar que encontrei as respostas em uma epifania ofuscante. Em vez disso, tem sido um despertar gradual nos últimos anos. Houve muitos dias sombrios no teclado do notebook e algumas noites sem dormir ditando insights brilhantes, cuja maioria dos quais era muito menos brilhante à luz da manhã. Mergulhei em um mundo que moldara minhas crenças inconscientes com uma mensagem abrangente: é uma droga ser velho.

 

Eu logo percebi que os meus medos sobre o envelhecimento foram em grande parte sem fundamento. Estudo após estudo mostra que as pessoas são mais felizes no início e no fim de suas vidas . A grande maioria dos brasileiros com mais de 65 anos vive de forma independente. A verdadeira epidemia é a ansiedade por perda de memória. Quanto mais as pessoas envelhecem, menos medo têm de morrer. As coisas começaram a parecer menos ruins. Durante um tempo mergulhei na crença de que o pensamento positivo iria adiar o inevitável.

 

Essa abordagem atende a todos os tipos de nomes importantes, como Envelhecimento bem-sucedido e Envelhecimento produtivo, e move muitos produtos com o objetivo de nos manter “sem idade”. Parece reconfortante e fortalecedor. Mas uma pergunta apareceu na minha mente. Eu simplesmente trocara meu buraco de avestruz por uma roda de hamister para manter afastados os medo e incertezas.

 

Substituído medo por negação. Será?

 

Ao atingir os sessenta anos me senti bem. Eu sabia que os anos estavam dando mais do que eles levaram. Eu sabia disso por experiência própria. Sabia, intuitivamente, que eu não era exceção e que os próximos anos tinham ainda mais a oferecer.

 

Mas eu ainda tinha que internalizar esse conhecimento, incorporá-lo ao meu senso de mim e ao meu lugar no mundo. Eu tive que reconhecer e começar a deixar de lado os preconceitos que me foram impostos desde a infância pela mídia e pela cultura popular. As rugas são feias. Os idosos são incompetentes. É triste ser velho. Absorver essas falácias havia sido fácil. Bani-las é inquietante e infinitamente mais difícil. Presente no tempo porque ainda estou nisso, como sou lembrada regularmente.

 

Qual foi o preconceito mais difícil de superar? Um preconceito contra mim mesmo - meu próprio futuro, eu mais velho. Essa é a chave da negação da idade. Qualquer que seja a forma, a negação cria uma divisão artificial, destrutiva e insustentável entre quem somos e quem nos tornaremos. Esconder ou negar a nossa idade dá ao número um poder sobre nós que não merece. Aceitar nossa idade, por outro lado, abre caminho para reconhecê-la como uma conquista a ser reivindicada com orgulho.

 

Não estou dizendo que o envelhecimento é fácil. Todos nós estamos preocupados com algum aspecto de envelhecer, seja ficando sem dinheiro ou ficando doente ou acabando sozinho, e esses medos são legítimos e reais. Mas nunca ocorre para a maioria de nós que a experiência de atingir a velhice - ou a meia-idade, pode ser melhor ou pior, dependendo da cultura em que ocorre. E a cultura do consumidor ocidental torna o envelhecer muito mais difícil do que precisa ser.

 

Estou indo para a velhice que quero. Não planejo me aposentar tão cedo, nem vou fazer pole dance ou maratona, e me sinto bem com isso. Todo envelhecimento é "bem-sucedido" - não apenas a versão esportiva - caso contrário, eu estaria morta.

 

Um monte de pedaços se encaixou com essa percepção, mas uma questão subjacente permaneceu: por que minha visão da vida tardia estava tão fora de sincronia com a realidade vivida?

 

Por que eu havia aceitado todos esses preconceitos por todos esses anos em vez de ter conforto e orientação nas evidências ao meu redor? A resposta, que se transformou em uma coceira que eu tive que coçar e, finalmente, escrever uma página no Facebook e criar uma comunidade, é o envelhecimento: sentir ou se comportar de maneira diferente em relação a uma pessoa ou grupo com base na idade que pensamos ter.

 

Ageismo não é uma palavra comum, nem sexy, mas também não era "sexismo" até o movimento das mulheres transformá-la em um uivo por direitos iguais.

 

Como em todos os "ismos", os estereótipos estão no coração do ageismo: a suposição de que todos os membros de um grupo são iguais. É por isso que as pessoas pensam que todos em um lar de idosos têm a mesma idade - "velhos" - mesmo que os residentes possam variar entre os cinquentas e os centenários. (Você pode imaginar pensar da mesma maneira em um grupo de vinte a sessenta anos?) De fato, quanto mais velhos ficamos, mais diferentes um do outro nos tornamos.

 

Não é sobre a nossa aparência.

 

Like racismo e sexismo, preconceito de idade é uma ideia socialmente construída que mudou ao longo do tempo e que serve a um propósito social e econômico. Esses "ismos" não são sobre a nossa aparência. Eles são sobre o que as pessoas no poder querem que nossa aparência signifique.

 

O envelhecimento ocorre quando essas pessoas usam seu poder para oprimir, explorar ou silenciar ou simplesmente ignorar pessoas muito mais jovens ou significativamente mais velhas.

 

Agora vejo o envelhecimento em toda parte. Quando velhos amigos escondem a quanto tempo se conhecem, em vez de saborear sua história compartilhada. Quando homens e mulheres se sentem compelidos a mentir sobre a idade em sites de namoro on-line. Quando as pessoas se esquivam de ser gentilmente oferecido um assento no ônibus.

 

Aprendi que a maior parte do que eu pensava saber sobre o processo de envelhecimento estava errada. Que ficar no escuro serve poderosos interesses comerciais e políticos que não servem aos meus. E que ver claramente é mais saudável e mais feliz. No entanto, apesar do boom sem precedentes da longevidade do século XXI, o viés da idade ainda não chegou ao radar cultural - é o último preconceito socialmente sancionado. Por que a idade não é um critério para a diversidade? Comentários racistas e sexistas não são mais aprovados, mas quem dá o contra quando as pessoas mais velhas são descritas como incompetentes, ou “fora da realidade”, ou mesmo repulsivas?

 

Para que servem esses estereótipos prejudiciais? Suponhamos que saímos da esteira da negação da idade e começássemos a ver como o ageismo segrega e diminui nossas perspectivas.

 

Prendemos a respiração, depois começamos a desafiar as estruturas discriminatórias e as crenças errôneas que tentam moldar nosso envelhecimento. Até então, como o racismo e o sexismo, o ageismo nos colocará um contra o outro; roubará da sociedade um imenso acúmulo de conhecimento e experiência; e envenenará nosso futuro enquadrando vidas mais longas e saudáveis como problemas, em vez das realizações e oportunidades notáveis que eles representam.

 

É hora de trocar vergonha da idade pelo orgulho da idade.

 

No século XX, os direitos civis e os movimentos de mulheres despertaram a corrente dominante das Américas para sistemas arraigados de racismo e sexismo ao nosso redor. Mais recentemente, os ativistas têm feito progressos surpreendentes contra ableismo e homofobia e transfobia. É chegada a hora de mobilizar-nos contra a discriminação com base na idade. Se a igualdade do casamento está aqui para ficar, por que não envelhecer? Se o orgulho gay foi dominante, e milhões de brasileiros agora se identificam orgulhosamente como gays, por que não o orgulho da idade? A única razão que isto lhe parece ser uma ideia bizarra é porque esta é a primeira vez que você encontrou isso. Não será o último. A longevidade chegou para ficar. Todos acordamos um dia mais velhos. Desmantelar o ageismo beneficiará a todos nós.

 

 

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EU TENHO UM SUOERPODER: SOU INVISÍVEL

Por Denise Andrade Gomes

 

 

Sou uma mulher de 62 anos e não descobri que tinha esse "presente" até os 50 anos.

 

Muitas mulheres sabem exatamente do que estou falando. À medida que envelhecem, elas se sentem cada vez mais invisíveis - marginalizadas. Eu diria que, no centro desse fenômeno, há uma falta geral de respeito pelos idosos, exceto que muitos homens mais velhos parecem permanecer visíveis por todo o tempo. Mulheres? Não muito. 

 

Afinal, se não estamos sendo vistos, não estamos sendo contratados, promovidos, dados aumentos ou avaliados.

 

Invisibilidade machuca, e não apenas nossos sentimentos. Quando as pessoas mais jovens não podem me ver, elas se comportam como se eu não tivesse mais nada que valesse a pena contribuir para a civilização. Sim, essa parte envelhece rapidamente. 

 

Invisibilidade não significa apenas que, como mulher, agora posso passar pelo local da construção na esquina e não ser mais submetida a gritos e assobios. (isso na verdade é uma benção).

 

Não, a invisibilidade oculta minha capacidade de ser validada de maneiras significativas. Em vez de me ver como eu sou, os jovens fazem suposições amplas - e muitas vezes falsas - sobre minhas habilidades, meu conhecimento intelectual e praticamente tudo o mais que posso fazer para contribuir.

 

Mesmo que você tenha realizado mais do que muitos como uma pessoa de negócios bem-sucedida, líder da comunidade e mãe, passou dos 50 anos não é mais vista. Nossa indignação é justa; nossos sentimentos são feridos. 

 

A questão é a seguinte: contanto que a aparência seja o parâmetro usado para medir o valor de uma mulher, as mulheres mais velhas terão o menor valor possível. Culpe a indústria cinematográfica por muitas vezes retratar mulheres mais velhas de uma maneira desagradável; culpe nossa cultura de beleza que é definida pela juventude, por nos deixar de fora; culpe toda a indústria nacional que existe porque nos convenceu de que a única maneira de envelhecer graciosamente era realmente não envelhecer. Envelhecer graciosamente é apenas um slogan de marketing para vender produtos que alimentam a esperança de que possamos nos tornar visíveis novamente. 

 

Aqui está uma ideia maluca: vamos virar o roteiro para pessoas mais velhas, especialmente mulheres. Em vez de nos mandar fazer tricô, por que não nos oferecer algum respeito? Em vez de nos afastar, abra espaço para nós e ouça nossos pensamentos.

 

Pare de me tratar como se eu fosse invisível!

 

Infelizmente, embora as mulheres tenham passado por tantos marcos e conseguido tantas coisas boas nas últimas décadas, o mundo éo que é. Goste ou não, no que diz respeito a ser jovem e atraente, ainda conta imensamente.

 

Você é mais velho e esperançosamente mais sábio.

 

Se você tem filhos, eles cresceram e, finalmente, você tem tempo para se desenvolver como pessoa.

 

Para muitos de nós, o processo diário de envelhecimento é gerenciável e, muitas vezes, nem digno de nota. Talvez um dia você veja uma nova linha ou rugas em seu rosto, ou seu joelho comece a doer após um passeio mais prolongado, ou sua visão noturna pareça estar cada vez mais irregular. Mas no dia a dia, não é tão ruim assim. Invisibilidade é diferente. 

 

É a sensação de que você não é mais vital, importante ou perceptível para os outros, uma dor constante e irritante que você não pode evitar nem esquecer. Ela o atinge nas áreas em que você se sente mais vulnerável - uma perda de atratividade e apelo sexual, o fim da fertilidade, um vislumbre de um declínio lento e prolongado. 

 

O efeito da invisibilidade geralmente ocorre ao longo dos anos, de forma quase que imperceptível. As mulheres são muitas vezes definidas e julgadas mais severamente por sua aparência e atratividade, um sentimento reforçado por uma sociedade em que as capas de revistas comemoram a boa aparência feminina e os corpos sarados, muitas vezes fotografados e “ajeitados” pelo photoshop.

 

As mulheres são levadas a sentir que seus relógios biológicos estão constantemente diminuindo, e mesmo para pessoas que nunca tiveram ou desejaram filhos, o início da menopausa pode ser interpretado como um sinal de perda de uma parte fundamental da feminilidade por causa da infertilidade. Na narrativa social, praticamente não há limite de tempo absoluto correspondente à fertilidade de um homem, nem relógio. Além disso, diferentemente de muitas mulheres, relativamente poucos homens ficaram em casa ou reduziram suas horas ou assumiram um emprego de menor visibilidade para passar mais tempo com suas famílias. Assim, eles não experimentam o triplo golpe da invisibilidade, as crianças saindo de casa e a necessidade de encontrar uma nova identidade, um novo emprego ou uma nova maneira de se reconectar com o mundo.

 

Muitas mulheres da minha idade tentam bravamente combater a batalha do envelhecimento / invisibilidade ingressando em uma academia, reestilizando seus guarda-roupas ou até mesmo passando por um bisturi de cirurgião plástico. Embora eu não condene esses esforços, na melhor das hipóteses, isso apenas atrasará o início da invisibilidade. 

 

Uma coisa que notei, no entanto, é que as poucas mulheres que permanecem visíveis até os cinquenta anos são aquelas com posições de liderança ou empregos poderosos. Pense em Oprah Winfrey e, provavelmente a mulher mais reconhecível e visível dos EUA, Hillary Rodham Clinton, que tem sessenta e cinco anos, entre outras poucas.

 

Se o poder - seja por liderança ou perspicácia nos negócios - pode impedir que uma mulher desapareça em segundo plano e forneça proteção contra a invisibilidade, isso parece suscitar um argumento convincente para manter seu emprego ou pelo menos manter seus laços profissionais enquanto você cria seus filhos. Mas e se você não quiser continuar trabalhando durante esse período ou não puder trabalhar ou, o que é mais importante, não possui esses tipos de opções profissionais? E quanto as mulheres de 50 a 60 anos que ficaram em casa com seus filhos ou assumiram responsabilidades profissionais limitadas e agora estão tentando se relançar no mercado de trabalho e no mundo. É tarde demais?

 

Nem todos podemos ser secretário de Estado e talvez não consigamos ver algumas das mudanças sistêmicas e culturais que criariam um cenário mais positivo para as mulheres mais velhas em nossas vidas. Mas, para deixar de ser invisível, precisamos encontrar lugares, organizações e pessoas para quem e com quem nos sentimos vitais e vivos e, se possível, procurar maneiras de nos tornar líderes, independentemente da nossa idade. 

 

Temos que combater e ignorar nossas inseguranças e procurar oportunidades para nos tornarmos visíveis, e encontrar maneiras de assumir o controle de nossas vidas. Eu  - não a mulher mais velha anônima que é ignorada várias vezes, mas a jovem, criativa e interessante eu que ainda mora em mim.

 

Outro fenômeno importante, porém, inexplicável anda ocorrendo. As indústrias perceberam um grande nicho que estava relegado em último plano, nós os idosos. Estamos vivendo mais, e, portanto, continuamos a consumir. Foram criados segmentos específicos dentro da indústria de cosméticos, de vestuários, de nutrição, entre outras, voltados especialmente para pessoas acima dos 50 anos de idade.

 

Mas uma pergunta que não quer calar. Quem são as pessoas que divulgam tais produtos? Jovens de no máximo 40 anos, fazem propaganda de cremes antirrugas, quando vem especificado na embalagem que esse mesmo creme se destina a pessoas de 50+.

 

Maquiagem específica para pele madura, são alvo de inúmeros tutoriais em redes sociais, feitos pelos mesmos jovens entre 30 e 40 anos. Se eu seguir a risca o passo a passo desses tutoriais vou parecer um vaso em craquelê.

 

Ou seja, a indústria, com raríssima exceção, não está preocupada em nos oferecer produtos adequados, para que sejamos menos invisíveis, mas estão preocupados em aumentar seus lucros, haja vista que hoje vivemos muito mais tempo do que há 30 anos atrás.

 

Portanto, embora possa não me ajudar a encontrar um emprego, ou forçar a mídia a tratar as mulheres mais velhas com dignidade e respeito, sei que quanto mais tempo passo com pessoas que realmente me veem, menos tempo passo com pessoas que não se dão conta da minha existência. E isto se deve a criação do “Se Reinventando Depois dos 50 Anos”, presente em quase todas as mídias sociais. E mesmo que seja apenas por algumas horas por dia, a qualquer momento que eu possa usar minha capa de “visibilidade”, sinto como se tivesse conseguido meu próprio avanço.

 

 

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COMO SUA VIDA SEXUAL MUDA À MEDIDA QUE VOCÊ ENVELHECE

Por Denise Andrade Gomes

 

Somos ensinados a acreditar que nossos impulsos sexuais e vidas sexuais diminuem à medida que envelhecemos. Mas muitos acham que o desejo e o prazer pelo sexo aumentam à medida que envelhecem, e há pesquisas para apoiar isso. Se pararmos de fingir que o sexo é algo que os jovens desfrutam exclusivamente, poderemos quebrar o estigma do sexo entre os idosos e ajudar as pessoas a terem uma vida sexual satisfatória em todas as idades.

 

O grande mito é que as mulheres perdem o interesse pelo sexo na idade madura. A maioria das mulheres experimenta exatamente o oposto, com mais de 50 anos (e além). Existem algumas mulheres que experimentam uma perda de desejo sexual à medida que envelhecem, mas a grande maioria gostaria que seus parceiros estivessem dispostos a fazer mais sexo.

 

Várias pesquisas apontam as mudanças positivas pelas quais sua vida sexual pode passar à medida que você envelhece.

 

 

Mulheres com mais de 36 anos têm os melhores orgasmos

 

Se você ainda não atingiu os 36 anos, um estudo realizado pelo Natural Cycles nos EUA descobriu que mulheres com 36 anos ou mais relataram orgasmos melhores e mais frequentes do que mulheres mais jovens.

 

 

Mulheres na casa dos 40 anos se sentem mais confiantes na cama

 

Qual outro motivo existiria para você esperar seus 40 anos? Em uma pesquisa realizada pela House of Fraser na Inglaterra  constatou-se que 26% das mulheres nessa faixa etária disseram ter ficado mais confiantes na cama e 64% disseram que se consideravam mais atraentes porque se tornaram mais confiantes com a idade.

 

 

Os idosos se preocupam com a qualidade do sexo acima da quantidade

 

Vários estudos realizados nos EUA e Europa descobriram que a qualidade da vida sexual das pessoas só declinava com a idade se a qualidade e a saúde de seus relacionamentos declinassem. Caso contrário, suas vidas sexuais melhoraram. Isso ocorre porque as pessoas mais velhas se preocupam mais com a qualidade de suas vidas sexuais, em oposição à frequência com que fazem sexo. O envelhecimento pode estar associado à aquisição de habilidades e estratégias que podem amortecer o declínio relacionado à idade na qualidade de vida sexual, particularmente no contexto de um relacionamento positivo.

 

 

As mulheres maduras têm mais conhecimento de seus corpos e menos inibições

 

Quanto mais idoso você fica, mais conhece seu corpo e mais confortável se sente com ele. Mulheres de 45 a 60 anos relatam que suas vidas sexuais melhoraram devido ao aumento do conhecimento de seus corpos e à diminuição de inibições - algo que pessoas de todas as idades podem se esforçar. Uma das descobertas mais esclarecedoras dos últimos tempos nos estudos que pesquisei foi o grande número de mulheres que se adaptaram com sucesso a quaisquer mudanças negativas, modificando suas expectativas em relação à atividade sexual, colocando mais ênfase nos aspectos emocionais e íntimos do sexo ou adaptando os próprios atos sexuais.

 

 

O sexo ajuda a mantê-lo saudável à medida que envelhece

 

Qual é outro motivo para manter uma vida sexual ativa à medida que envelhece? Pode ajudar a prevenir problemas de saúde no futuro. Mulheres que fazem sexo regular entre 57 e 85 anos são menos propensas à pressão alta, de acordo com um estudo pelo Journal of Health and Social Behavior dos EUA.

 

Portanto, não acredite nos mitos de que o ótimo sexo é reservado para os seus vinte anos. Muitas pessoas mais velhas podem e continuam a ter uma incrível vida sexual - e a se beneficiar delas.

 

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A DESCONEXÃO ENTRE IMAGENS EM ANÚNCIOS E O DESEJO DAS MULHERES POR REALISMO

Por Denise Andrade Gomes

 

Aqui estão as boas notícias. A maioria das mulheres não permite que sua aparência determine quantos anos ela sente ter, tanto que uma maioria de 61% concorda com a afirmação: "Eu sou bonita em qualquer idade". No entanto, um número impressionante de mulheres diz que não vê retratadas realisticamente na mídia e desejam que imagens mais autênticas apareçam nos anúncios. E aí está o X da questão.

 

Estas são apenas algumas das descobertas que fiz pelos diálogos no @srd50anos, tanto Facebook como Instagram, nos três meses de sua criação. Essa pesquisa pela observação questionou mais de 2.000 mulheres participantes do grupo entre idades variadas de 42 à 82 anos de idade, através de posts que fiz e perguntas que lancei no decorrer desse tempo.  E elas discordam em suas percepções sobre a maneira como as mulheres são retratadas na mídia. Elas também foram questionadas sobre como essas representações formam sua autoimagem, estilo de vida entre outras questões.

 

Entre as principais conclusões da pesquisa, cheguei ao seguinte resultado:

 

  • A grande maioria das mulheres dizem que não se sentem representadas por imagens de mulheres na mídia;
  • Mais da metade das mulheres dizem ter maior probabilidade de comprar produtos de marcas que usam modelos que se parecem com elas em suas propagandas;
  • Um pouco mais da metade das mulheres dizem gostar de anúncios que incluem mulheres de várias idades e desejam se ver retratadas de forma mais autêntica

 

Os resultados desta observação confirmaram algo que eu suspeitava o tempo todo: as mulheres querem se ver refletidas na publicidade e em outros tipos de mídia de maneira autêntica, e é mais provável que comprem produtos de anunciantes que usam imagens de mulheres que são de várias idades.

 

Resolvi, por conta própria, explorar o termo antienvelhecimento. Se nós sabemos ou não, o termo “antienvelhecimento” está reforçando sutilmente a mensagem de que o envelhecimento é uma condição que precisamos combater. Envelhecer é uma coisa maravilhosa, porque significa que temos a chance, todos os dias, de viver uma vida plena e feliz. Por este motivo vou me policiar e evitar de usá-lo nas edições futuras desta revista digital.

 

Espero que outros meios de comunicação, anunciantes e fabricantes sigam a dica que estou dando, e descartem não apenas o termo antienvelhecimento, mas outros termos relacionados à idade que não têm outro objetivo senão, bem ... fazer as pessoas se sentirem mal com o envelhecimento.

 

Descobri também que as mulheres mais maduras se sentem mais confortáveis ​​em sua própria pele do que as gerações mais jovens.

 

  • metade das mulheres “boomers” dizem que são mais gentis com a imagem corporal à medida que envelhecem (boomers – pessoas nascidas entre as décadas de 1950 ~a 1960) em comparação com as gerações X e Y (geração X – pessoas nascidas a partir dos anos 60 até o final dos anos 70) – (geração Y – pessoas nascidas no início da década de 80 até o final da década de 90).
  • Uma menor porcentagem das mulheres “boomers” dizem que comemoram seus corpos à medida que envelhecem, em comparação com a geração X e a geração Y.
  • A grande minoria das mulheres “boomers” têm uma imagem corporal negativa.
  • A grande maioria das mulheres “boomers” dizem que se sentem à vontade para se vestir da maneira que quiserem.

 

As mulheres mais maduras também não buscam validação nas mídias sociais da mesma forma que muitas mulheres mais jovens. Isso torna as mulheres mais maduras modelos inexplorados pela mídia para desafiar o convencional.

 

Mas a pesquisa também aponta para os desafios que permanecem, pois muitas mulheres, de todas as idades, ainda igualam o “envelhecimento” à deterioração.

 

  • Quase metade das mulheres admitem que temem envelhecer.
  • Algumas mulheres associam o envelhecimento ao ganho de peso ao longo do tempo.
  • E uma pequena parcela das mulheres dizem que a maior ansiedade sobre o envelhecimento é a aparência.

 

Esta minha observação vem reforçar o artigo que escrevi “Descobri que tenho um superpoder: sou invisível”. Precisamos mudar a conversa sobre o envelhecimento neste país, para que mais pessoas “possam escolher” como vivem à medida que envelhecem. 

 

Mais uma vez, chamo a atenção dos empresários, para esta grande fatia do mercado, que além de ser produtiva também é consumidora.